Portal 2

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O primeiro post deste blog, feito há 4 anos, foi sobre a versão em Flash de Portal (Valve). Hoje escrevo sobre Portal 2, lançado em abril deste ano. Nostalgia.

Portal 2 continua a história de Chell, uma mulher que é testada pelo computador central — GLaDOS — da Aperture Science, um centro de pesquisas científicas do qual pouco se sabe a respeito até o término do primeiro jogo. A sequência explica tudo deixado em aberto anteriormente, o que é muito, muito raro se tratando de um jogo da Valve com fortes ligações com a série Half-Life, onde as coisas nunca são totalmente reveladas. Isso me surpreendeu.

As últimas lembranças de Chell após conseguir sua quase liberdade ao destruir GLaDOS e, com isso, a Aperture Science inteira, no final do primeiro jogo, são de uma máquina arrastando-a de volta ao laboratório. Ela então é colocada numa sala de hibernação criogênica, onde adormece por décadas.

Portal 2 começa quando Wheatley, um robô em formato de esfera e com uma personalidade meio retardada, está procurando sobreviventes de testes nas câmaras criogênicas. Ele desperta Chell e a auxilia  em sua nova fuga da Aperture. A ideia do tempo decorrido na hibernação de Chell é demonstrada no novo cenário. Após a explosão no final de Portal, o interior do laboratório ficou exposto e, sem a presença de GLaDOS para reconstruí-lo, um tipo de vegetação começou a se formar nas antigas câmaras de teste.

No começo do jogo, Chell, já com a Portal Gun, tem de passar por algumas das câmaras do primeiro Portal, agora bastante deterioradas. Wheatley, apesar de desastrado, guia Chell para a saída do laboratório, mas por falta de atenção acaba reativando GLaDOS. Sim, simples assim. GLaDOS volta à ativa e, pra variar, tem um desejo intenso de realizar testes com Chell. Assim os testes recomeçam.

GLaDOS, que é onipresente e onipotente nos limites da Aperture Science, leva Chell para novas câmaras de teste e enquanto isso começa a reconstruir o centro de pesquisas. É possível notar a cada câmara finalizada que o interior do laborário vai voltando às origens, sem deterioração e vegetação, conforme GLaDOS faz ajustes no ambiente.

Quando tudo parece reconstruído, acontece a reviravolta da história. Então o jogo “recomeça”, agora com outro vilão e outro cenário. Contar mais que isso estragará sua experiência. Então vou me limitar a este ponto da história.

Os cenários do jogo variam de uma Aperture Science futurística destruída a uma antes não conhecida, fundada por volta de 1970. As grandes revelações do enredo aparecem nessa visita de Chell ao antigo laboratório. É nesta parte também que novas tecnologias, além de portais, são apresentadas ao jogador.

Existem alguns tipos de gel que modificam a reação de superfícies ao contato. O gel azul, chamado de Repulsion Gel, reflete 100% da energia aplicada sobre ele. Ou seja, permite que Chell consiga pular muito, muito alto. O gel laranja ignora todo o atrito, permitindo que objetos não percam velocidade passando por cima dele. Isso faz com que Chell corra muito, muito rápido. O gel branco torna possível a criação de um portal em qualquer superfície.

Essas adições deixam a experiência do jogo inovadora mesmo para aqueles que jogaram o primeiro Portal. Mas outra inovação difere ainda mais os dois jogos: a narrativa.

No primeiro jogo, o enredo era simples, haviam apenas dois personagens: Chell e GLaDOS. Só GLaDOS falava, e quando falava, era algum comentário sarcástico sobre o próximo teste. Já em Portal 2, mais 5 personagens são apresentados, o que permite uma narração bem mais intrigante e com conteúdo. Os personagens discutem entre si, há perseguições calorosas e música de suspense em vários momentos. O clima é bem diferente. É mais imersivo.

Copiando uma frase que resume bem a comparação dos dois jogos: Portal era um protótipo do que um dia viria a ser Portal 2.

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Uma resposta to “Portal 2”

  1. Zero Red Says:

    Achei bem legal a análise. Consegui ter uma idéia melhor do que é o Portal 2 em relação ao primeiro (a parte do novo vilão me surpreeendeu). Mas, apenas para completar, você esqueceu de comentar sobre um personagem do game antecessor, muito querido por sinal e que tem um fim trágico. O Companion Cube (rs) Brincadeiras a parte, parabéns pelo review!

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