Half-Life 2: Episode Two

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Depois de mais de um ano de adiamentos, Half-Life 2:Episode Two finalmente chegou, junto com mais alguns jogos no pacote Orange Box. Ok, já faz um tempo que o Orange Box saiu, mas só há quatro dias tive a oportunidade de jogar HL2:EP2, versão de PC.

A explosão da Citadel, uma construção gingante situada no centro de City 17, fez com que o trem em que Gordon e Alyx estavam descarrilasse. E assim começa HL2:EP2. Depois de sair do trem todo destruído, Gordon se junta à Alyx e continuam em direção à White Forest a pé, onde Alyx deve entregar ao doutor Kleiner um dispositivo que contém algumas informações.

Logo no início já se nota a diferença do cenário, agora mais florestal. Como em HL2:EP1, os cenários sempre variam um pouco. Há também partes indoor e em cavernas, mas o que prevalece é o ambiente aberto, com árvores ao redor.

A jogabilidade é basicamente a mesma. Claro, não precisava mudar mesmo; desde HL2 está perfeita. A única coisa que pode ser considerada diferente é a dirigibilidade. O carro — um modelo antigo com a carenagem toda destruída, com motor exposto — utilizado no jogo é mais realista. Ele vira com mais facilidade do que o Buggy de HL2. E finalmente o freio-de-mão é útil (depois falo sobre isso)!

A dificuldade, apesar de parecer, não é a mesma. Episode Two exige mais do jogador do que seus antecessores. A maior parte do tempo é fácil, mesmo jogando no normal, mas em um momento em especial, é frustrante. Vários Striders vindo por todos os lados. Como se não bastasse a grande distância entre eles, o pouco tempo e a necessidade de dirigir bem (é aqui que o freio de mão ajuda, pois é necessário estacionar o carro de maneira a ganhar tempo nas saídas), os Striders são acompanhados por Hunters. E acredite, eles são muito chatos quando vêm em bando (ou seja lá qual for o coletivo de Hunter). Pra melhorar a situação, o dispositivo usado para matar os Striders, Magnusson Device, é extremamente complicado de se usar. Com o auxílio da Gravity Gun, deve-se arremessar o Magnusson Device no corpo do Strider e em seguinda atirar nele para explodir o monstro. Mas acertar o Strider sem deixar os Hunters danificarem o dispositivo é complicado…

Essa dificuldade, apesar de meio frustrante, é legal. A sensação de “dever cumprido” no final do jogo é grande. Você sente que realmente fez alguma coisa, em vez de ficar escondendo e atirando nos bichinhos. Você se sente praticamente o Rambo.

A inteligência artificial é muito boa. Apesar de os seus companheiros não te ajudarem de verdade na luta contra os Striders, por exemplo, eles parecem te ajudar. A verdade é que a Valve não queria que eles, de fato, te ajudassem, mas que parecessem ajudar e tivessem reações humanas. Conseguiram.

Sabe-se lá por quê, o jogo tinha um bug. Mesmo sendo baixado pela Steam (original) havia um bug em algumas cenas de conversa. Os frames ficavam em torno de 3 por segundo, e conversas de 5 minutos se tornavam grandes histórias, que duravam longos 30 minutos. Ainda bem que só aconteceu isso duas vezes, sendo uma na última cena do jogo, mas não me senti tão frustrado, já que havia visto no YouTube antes. Alías, eu tinha visto no YouTube exatamente as duas cenas em que ocorreram os bugs. Mistérios…

Aos poucos a história de HL vai se desenrolando e se mostrando cada vez mais envolvente — o que é raro em um jogo de Tiro em Primeira Pessoa. Ainda existem várias perguntas sem respostas; não sei se EP3 vai responder isso. Talvez HL3. Quem sabe…

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